O consolo ateísta ao sofrimento: A romantização do niilismo | Jonathan Silveira

Caminhante sobre o mar de névoa, por Caspar David Friedrich (1818)

“Poeira ao vento. Tudo o que somos é poeira ao vento.” – Kansas, Dust in the Wind

“Nascemos para morrer.” – Lana Del Rey, Born to Die

Sejamos francos. O ponto nevrálgico do problema do mal não está no problema intelectual, mas sim no problema emocional. Quando alguém está sofrendo, dificilmente está disposto a ouvir uma solução intelectual fria e abstrata à sua dor. O que tal pessoa deseja e realmente precisa é de empatia, de esperança, de consolo emocional. Conscientes disso, devemos nos perguntar: o que o ateísmo pode oferece a um casal que acabou de perder seu filho em um acidente de carro ou a uma pessoa que está no leito de hospital por conta de um câncer terminal?

Na visão ateísta, a vida é fruto do acaso. Existimos por um golpe de sorte e por um curto período de tempo. Não há, então, um sentido ou propósito maior na vida. Simplesmente nascemos para morrer e não há nada além do túmulo. Esta premissa niilista traz implicações éticas para o modo como conduzimos nosso breve período de existência e, embora o niilismo seja notório, é comum depararmo-nos com ateus romantizando sua visão de mundo, a fim de encontrar na matéria sentido, propósito e consolo ante o sofrimento. Veja, por exemplo, o que diz a canção Epitáfio, da banda Titãs:

“Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais, e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer. Queria ter aceitado as pessoas como elas são. Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração. O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído. O acaso vai me proteger enquanto eu andar. Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr. Devia ter me importado menos com problemas pequenos ter morrido de amor. Queria ter aceitado a vida como ela é. A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier.”

Como se nota, a canção tem a intenção de nos alertar para vivermos uma vida cheia de sentido, de modo que não levemos arrependimentos ao túmulo. Ao mesmo tempo, no entanto, devemos confiar na “providência” do acaso. É a romantização do niilismo.

Nessa mesma linha, Richard Dawkins, em uma entonação praticamente religiosa, afirma:

“Por mais curto que seja nosso tempo sob o sol, se desperdiçarmos um segundo dele, ou reclamarmos que é tedioso ou estéril ou chato (como uma criança), isso não poderá ser visto como um insulto insensível para os trilhões de não-nascidos que jamais terão a chance de receber a vida? […] A visão ateísta reafirma e melhora a vida, e ao mesmo tempo nunca é afetada pela autoilusão, pelo excesso de otimismo ou pela autopiedade chorosa daqueles que acham que a vida deve alguma coisa. Se a eliminação de Deus vai deixar uma lacuna, cada um vai preenchê-la à sua maneira. Minha maneira inclui uma boa dose de ciência, a empreitada honesta e sistemática para descobrir a verdade sobre o mundo real”.[1]

A metafísica ateísta de Dawkins é estranha. Dawkins pede para que sejamos gratos à nossa existência, pois há trilhões de não-nascidos que nunca terão a experiência de existir. Contudo, o grande problema que ele parece não perceber é: será que esses não-nascidos realmente gostariam de existir se soubessem que Deus não existe? Gostariam de existir se soubessem que a vida é repleta de sofrimentos que aparentemente são injustificáveis? Esta é uma questão a ser considerada.

De acordo com o apologista e ex-assessor da Casa Branca, Dinesh D’Souza, os sociólogos Pippa Norris e Ron Inglehart observaram que muitos países mais ricos e mais seculares estão “gerando cerca de metade do número de crianças necessário para repor a população adulta”, enquanto muitos países mais pobres e mais religiosos estão “gerando duas ou  três vezes mais o número de crianças necessário para repor a população adulta”[2]. A notícia de que a Europa secularizada, por exemplo, enfrenta um inverno demográfico não é qualquer novidade. De fato, se Deus não existe, que sentido há em se ter bebês? Não seria egoísmo trazer um ser à existência, predestinando-o a sofrer a indiferença da vida?

O discurso de Dawkins é poético e emocional, mas como é possível romantizar a matéria? Como é possível que a ciência possa fornecer consolo emocional àqueles que sofrem? A verdade é que não pode. O ateísmo não oferece consolo, o ateísmo oferece apenas a extinção. O ateísmo nos oferece apenas a indiferença cega do universo. Esta é a dura verdade.

No interessantíssimo filme intitulado The Sunset Limited, dirigido por Tommy Lee Jones, mostra-se uma conversa entre um cristão chamado Black, interpretado por Samuel L. Jackson, e um professor ateu chamado White, interpretado pelo próprio Tomy Lee. O filme todo se concentra num profundo diálogo filosófico sobre Deus e o sentido da vida. Em um determinado momento, o professor ateu expõe sua visão de mundo ateísta, revelando as terríveis consequências niilistas que dela decorrem:

White:

– O mundo é basicamente um campo de trabalhos forçados, a partir do qual os trabalhadores perfeitamente inocentes são levados adiante, por sorteio, poucos a cada dia, para serem executados. Eu não acredito que isso seja apenas o modo como eu vejo o mundo, eu acredito que essa é a maneira que ele realmente é. Existem visões alternativas? Sim. Alguma delas é realista? Não. […] – Eu anseio pela escuridão. Eu oro por morte, a morte real. […] Se eu achasse que iria reencontrar minha falecida mãe e começar tudo novamente, só que desta vez sem a perspectiva da morte, isso seria o pesadelo final. 

Black:

– Professor, você não quer reencontrar a sua própria mãe? 

White:

– Não, eu não quero. Quero que o morto esteja morto para sempre. E eu quero ser um deles. Exceto, é claro, que não se pode ser um deles. Você não pode ser um dos mortos porque o que não tem existência não pode ter nenhuma comunidade. Nenhuma comunidade… Meu coração se aquece só de pensar nisso… Escuridão, solidão, silêncio, paz… E tudo isso apenas a um batimento cardíaco de distância. Eu não considero o meu estado de espírito como sendo uma visão pessimista do mundo. Eu considero como sendo o mundo em si. 

Black:

– Se eu estou entendendo bem, você está dizendo que todo mundo deveria ser suicida? 

White:

– Sim. 

Black:

– Você não está me gozando? 

White:

– Não, não estou. Se as pessoas pudessem ver o mundo como ele realmente é, ver para o que suas vidas realmente são, sem sonhos ou ilusões, eu não acredito que elas poderiam oferecer razões para não escolherem morrer o mais depressa possível. Eu não acredito em Deus! Consegue entender isso? Olhe ao seu redor, homem! Você não pode ver? O clamor daqueles em tormento tem de ser o som mais agradável aos ouvidos Dele [Deus]. […] Fraternidade, justiça, vida eterna? Até parece! Mostre-me uma religião que prepara o homem para o nada, para a morte. Essa é uma igreja que eu frequentaria! […] A sombra do machado paira sobre cada alegria. Cada estrada termina em morte: toda amizade, todo amor. Tormento, perda, traição, dor, sofrimento, idade, indignidade, doença prolongada horrível…

No documentário Expelled: No Intelligence Allowed (Expulsos: A Inteligência Não é Permitida), dirigido por Nathan Frankowski e apresentado por Ben Stein, Will Provine, professor ateu de História da Biologia da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, conta que foi diagnosticado há muitos anos com um grande tumor no cérebro. Sobre tal experiência, o professor declara:

“Vamos supor que meu tumor volte – e, quase com certeza, voltará. Não vou ficar por aí como fez meu irmão mais velho ano passado. Meu irmão estava sofrendo de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença de Lou Gehrig. Ele queria desesperadamente morrer, mas não podíamos ajudá-lo a morrer. Não quero morrer daquele jeito. Vou dar um tiro na minha cabeça bem antes disso. Vou fazer algo diferente. Não me sinto nem um pouco mal por manter esta posição que acredito. Não há nada nesta minha perspectiva que me faça pensar: ‘Oh, como queria ter livre-arbítrio’; ou: ‘Oh, eu queria que existisse um Deus’. Eu nunca, nunca desejei isso.”

Ben Stein nos conta que, pouco depois de tal entrevista ter sido gravada, Will Provine soube que o tumor cerebral havia voltado. O professor faleceu em setembro de 2015.

Esses exemplos servem para mostrar o niilismo como ele realmente é, sem romantizações. Se o ateísmo fosse verdadeiro, a vida não teria qualquer sentido ou propósito. Existiríamos a partir do nada, por nada e para nada. Que consolo emocional pode haver em tal cosmovisão? Que consolo um discurso ateísta oferece em uma cerimônia fúnebre? Nenhum, amigos. Nenhum. O nada, nada pode nos oferecer.

_______________________

[1] DAWKINS, Richard. Deus, um delírio. Tradução: Fernanda Ravagnani. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. pp. 457-458.

[2] D’SOUZA, Dinesh. A verdade sobre o cristianismo. Tradução: Valéria Lamim Delgado Fernandes. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2008, p. 37.

Jonathan Silveira trabalha na área de produção editorial e marketing em Edições Vida Nova, formado em Direito e aluno do programa Master of Divinity, na Escola de Pastores da Primeira Igreja Batista de Atibaia. Dedica-se ao estudo da apologética, filosofia e cosmovisão e é coordenador do ministério “TUPORÉM”.
  • Jaysson Oliveira

    Texto claro e de fácil compreensão. Muito bom!

  • Eduardo

    “Sejamos francos. O ponto nevrálgico do problema do mal não está no problema intelectual, mas sim no problema EMOCIONAL. Quando alguém está sofrendo, dificilmente está disposto a ouvir uma solução intelectual fria e abstrata à sua dor.” (Jonathan).

    PS. Se você tivesse assistindo as últimas três palestras de Christopher Hitchens e seu destemor diante da morte, eu acho que o emocional tomaria outros contornos neste parágrafo. Leviano eu acho que você não foi, mas superficial, sim.

    Em seguida:

    “O discurso de Dawkins é poético e EMOCIONAL, mas como é possível romantizar a matéria? Como é possível que a ciência possa fornecer consolo emocional àqueles que sofrem? A verdade é que não pode. O ateísmo não oferece consolo, o ateísmo oferece apenas a extinção. O ateísmo nos oferece apenas a indiferença cega do universo. Esta é a dura verdade.” (Jonathan).
    PS. Não acho que, pelo andar da carruagem, você seja familiarizado com a obra de Dawkins. Tenho certeza que se fosse não teria tirado-o do contexto para servir como pretexto a seu texto.

    Não sei onde você tirou essa de que o problema do mal é EMOCIONAL. Observo que você parece ser estudante de teologia, ‘Master em Divinity’. Certamente há um assunto pertinente ao mal chamado de teodiceia nos meios teológicos, e isso nada tem a ver com emocional, palavra extremamente fluídica.

    Em seguida você cita Dawkins. Nem no inglês ele entra com a ideia de mal como ponto nevrálgico ligado à emoção. Um dos problemas dos evangélicos, não todos, é a superficialidade com que tratam os ateus como se fosse um desvio comportamental e intelectual. E quando nossos argumentos são fracos, além de não darem a menor pelota, ainda metem-se a gozação. O uso da apologética hoje é rigorosamente passé com eles. Falo porque entendo do riscado.

    De resto o diálogo citado no filme é, digamos, pura fantasia editorial sua. Eu não sou ateísta, mas acho difícil peitar ateus na academia pela via desta abordagem, com uma ilustração infantil (emocional?), “você não quer reencontrar a sua própria mãe?”, tivesse algum formato de argumento (lógica então, nenhuma) e indicasse alguma forma de niilismo, vá lá. Tanto um (teodiceia) quanto o outro (niilismo) são conceitos bem definidos, ainda que não exauridos em áreas de teologia para um e filosofia para outro.

    Finalmente, para fechar: ‘livre-arbítrio’ é hoje um conceito em franco desuso. Sam Harris e Steven Pinker já fizeram um bocado de estrago nele. É assunto que está para ‘pharmacia’ com ph.

    Valeu pela sua intenção, talvez.

    • Oi, Eduardo. Tudo bem? O problema intelectual é de ordem lógica e filosófica, ou seja, é possível conciliar a ideia de um Deus onipotente e amoroso com a existência do mal? Já o problema emocional trata de questões relacionadas ao consolo que se pode oferecer a alguém que está sofrendo. Essa é a classificação que tem sido oferecida por vários pensadores.

      Não neguei a existência de um problema intelectual do mal. Apenas me propus a tratar do problema emocional do mal neste texto e mostrar como o ateísmo fracassa nesse sentido (como as próprias citações acima mencionadas demonstram). Estou querendo provar com isto que Deus existe ou que o cristianismo é verdadeiro? Não. Estou apenas mostrando que o ateísmo é incapaz de oferecer consolo ao sofrimento. E isto é um fato que deve nos levar à reflexão.

      • Eduardo

        Muito bem, obrigado.
        Vou por partes, e se minhas observações parecerem-lhe petulantes, descarte-as.

        [1]. “O problema intelectual é de ordem lógica e filosófica, ou seja, é possível conciliar a ideia de um Deus onipotente e amoroso com a existência do mal?”

        RESPOSTA MINHA. Se perguntas, ensejo a indagar: estás a postular que onipotência/amoroso ‘vai bem’ com existência do mal? Ou é o oposto? Em filosofia, acho que não se junta uma coisa (onipotência – quem primeiro introduziu isso foi Tomás de Aquino), com outra (‘amoroso’). ‘Amoroso’ ou ‘amorosidade’ é termo aplicável em filosofia. Assim, não consigo ver como as duas possam fazer a casadinha.

        Aliás, até onipotência, onisciência e onipresença — que se repetem entre si, posto que não se pode ser uma coisa sem a outra — já caiu em desuso, exceto em círculos teológicos muito conservadores (nada contra). Mais a mais, ao introduzir este conceito que ficou velho até mesmo no tomismo, o Paradoxo de Epicuro parece que dá-lhe uma gravata para esganar. Deixo pra lá.

        [2]. “Já o problema emocional trata de questões relacionadas ao consolo que se pode oferecer a alguém que está sofrendo. Essa é a classificação que tem sido oferecida por vários pensadores.”

        RESPOSTA. Dou dois pensadores que discordam de você, tanto quanto eu discordo de muito do que produziram e produzem. Um já falecido, Hitchens, que em em debate junto com o jornalista e produtor Stephen Frey não deixou muita margem de manobra para Arcebispo John Onaiyekan (veja o debate aqui https://www.youtube.com/watch?v=dBSH2oWVGEs) onde os debatedores apontam sobre o valor da religião (na verdade destroem-na) colocando esse lado de consolo/amoroso na agenda. Fiquei sinceramente com pena do bispo.

        • Leonardo da Costa

          Já que você gosta tanto Hitchens e gosta de citá-lo para sustentar a sua argumentação, por que você não assiste a sua performance no debate com Douglas Wilson?

          • Leonardo da Costa

            Você além de atacar alguma coisa que você entendeu do texto, você cita nomes para sustentar as suas posições contrárias. Neste sentido parece que é um adepto de algum tipo de hermenêutica subjetivista que afirma que o que o texto diz aquilo que eu entendi o que ele diz.

            Por outro lado, não consegue fazer uma crítica às suas próprias crenças. Dawkins é ridicularizado até por outros ateus. Existem pessoas que dizem: “Sou ateu, mas não como o Dawkins”. Este grande pensador em seu livro “Deus, um delírio” (acredito que de fato ele estava delirando quando o escreveu) confunde causa e consequência, não faz distinção entre “evidencia de ausência” e “ausência de evidencia” e dá provas de que desconhece totalmente as três leis básicas do pensamento.

            Acredito que sua postura combina com a dele (Dawkins) que criticou Anselmo sem sequer compreendê-lo, que acha que alguns assuntos estão superados (mas não prova como). Por fim entende mal e apenas faz afirmações com frase que possuem até alguma estrutura sintática, mas destituída de valor semântico. Troca uma afirmação por outra. Na verdade, é difícil discutir com você no mesmo sentido que é difícil discutir com um trocador de ônibus, que acha que é bom de matemática, sobre o teorema de Tchebychev.

            Querido, existem três regras para uma discussão racional e primeira é entender sobre o tema que está discutindo, no seu caso não vou citar as outras duas regras, uma vez vez que você nem obedece à primeira regra.

            Estou pronto para sua contra-argumentação bem sunstendada, contendo:

            1- uma lista de autores que vc acha que leu, ou assistiu video no youtube;
            2- Afirmações de que minhas colocações estão ultrapassadas;
            3- sugestão de leitura de livros que você não leu;
            4- outras coisas do gênero.

            abraços.

          • Eduardo

            Pura titica.

          • Eduardo

            Quando eu bater no coxo você se apresenta, ok?

          • Eduardo

            Esse debate aqui?https://www.youtube.com/watch?v=g6UU9C-WmvM

            Ou esse aqui?

            Estes artigos publicados por CHRISTIANITY TODAY (tem que assinar a revista para obter todos eles) talvez seja mais favorável a Wilson
            http://www.christianitytoday.com/ct/2007/mayweb-only/121-52.0.html Comecei meu doutorado no Westminster; Cornelius Van Til foi um de meus professores.

            COLLISION: Christopher Hitchens vs. Douglas Wilson tem no formato de DVD, custa uns US$ 20 mais shipping. Tente também.

            Agora me faça um favor, deixe de sabujice e pare de papo que não tenho saco com molecagem e malandragem supostamente intelectual.

            Leia com cuidado o que eu escrevi no primeiro comentário que postei quando o autor postou-o, e não abri discussão estéril. Não tenho saco para sátrapas, e você parece ser um deles. Vá caçar tua turma que não respondo botocudos insossos.

            Minha preocupação naquele comentário era sobre a importância de literatura atual para enfrentar quem hoje está bem colocado na academia, e certamente não são os evangélicos.

            Tire as quatro patinhas do chão e veja se enxerga além.

          • Leonardo da Costa

            Como eu já disse, estou preparado para alguma argumentação sua bem sustentada. Não para um ataque de pelanca. Escreva alguma coisa que possua algum valor de verdade!

          • Eduardo

            Não debato com quem sofre de sindrome de down argumentativa. Vá procurar sua turma e deixa de vagabundagem.

          • Leonardo da Costa

            Como respondo à este argumento? Não fui preparado para isto…

          • Eduardo

            Faça Massinha I que vai.

          • Eduardo

            Você tem preparo?
            Imagino o que você é capaz de expelir!

          • Leonardo da Costa

            “Minha preocupação naquele comentário era sobre a importância de literatura atual para enfrentar quem hoje está bem colocado na academia, e certamente não são os evangélicos.”

            Todos viram isso claramente…

            Agora uma pergunta: Você é quem julga quem está bem colocado na academia? Sério!? Richard Dawkins?!
            Quem é o segundo da sua lista Dan Brown?

          • Eduardo

            Vá pastar

          • Leonardo da Costa

            Que fofo!!! Saiu de madrugada para tomar café da manhã (comer capim) e pergunta se estou servido… Enfim um sinal de educação. Mas repito, não me tire por você!

          • Eduardo

            Experimente alfafa, ficaria melhor educacionalmente.

          • Leonardo da Costa

            Fala a voz da experiência!!! De novo, passo… pode comer a vontade!

          • Eduardo

            Mas precisa comentar, é? rsrs!
            Reliche editorialmente que sai, tente!

          • Eduardo

            Fique caladinho de deixe de fazer perguntas estúpidas. Quando você menciona o Douglas Wilson como leitura sugestiva eu indico que li e você escamoteia-se preferindo se coçar encostando em algum poste qualquer, pense antes de escrever e sobretudo perguntar.

          • Leonardo da Costa

            Você realmente deve padecer de algum atraso mental. Só mencionei um vídeo, que você correu no youtube (seu canal de formação preferido) para inserir aqui. Vídeo no qual o seu “destemido diante da morte” (tipo: Isto é Esparta!!!) não consegue explicar de onde ele “saca” o seu senso de moral absoluto. E vale ressaltar que Wilson não é minha referência, mas não teria problemas se fosse. Só de ele dá uns tapinhas no bumbum do seu Leônidas de forma clássica, já valeria à pena. Ele chega à implorar para Wilson mudar de assunto.

            Agora falando de você, que é “Mestre” de capoeira: Quando você assiste a um debate, você se convence pelas emoções que as pessoas demonstram e não pelas afirmações que fazem e como a sustentam. Não é à toa que você teve um “orgasmo” com a posição de seu espartano diante da morte. Isso já foi suficiente para você tomar isso um sustentáculo para o seu argumento.

            E sobre me coçar em um poste e blá blá bá… não me tire por você!

          • Eduardo

            Vc não mencionou, pigmeu mental, você sugeriu, infeliz.

          • Leonardo da Costa

            A sua diarreia mental não tem fim, Gorgo. Vai ficar desidratado!!!

            Sugerir

            Do lat. suggerere

            Fazer que se apresente ao espírito por menção ou associação de idéias.

          • Eduardo

            Que tal, já que você é um verme digital, annus beborum non possuit est.

          • Eduardo

            Se tomares um diarreico tenho certeza que você ficará com a cabeça murcha de ideias.

          • Leonardo da Costa

            Fala por experiência? Que fofo! Como é ficar com a cabeça murcha?

          • Eduardo

            Atraso mental? Provavelmente tenho de ensino universitário mais do que a sua idade biológica e o triplo da mental sua.

          • Eduardo

            Se todos ‘viram’ isso, qual o problema, zé banana? E vc quer que eu entregue a pilantras falsários das letras como você o juízo sobre isso ou aqui.

            Nunca li Dan Brown. Mas certamente você deve usar a leitura do mickey para alivar-se, não?

          • Leonardo da Costa

            Sei… Dan Brown deve ser um pouco avançado para você. Mas eu tenho uma ótima notícia, uma vez que deve estar perdido como o único neurônio bom no seu cérebro: o Gregório Duvivier acaba de lançar um livro. Corre!!! Deve esgotar rápido, pois mente como a sua tem um monte espalhado nesta terra de Santa Cruz, igual a fezes de pombo.

          • Eduardo

            Eu disse que gosto de Hitchens?
            Afirmei, no primeiro momento que assisti ou não assisti. Você um troncho das letras, é pura marquetagem sonsa.

          • Leonardo da Costa

            Não sou “das letras”, mas não teria problema se fosse. Somente um energúmeno como você acha dizer que alguém é “das letras”, que é mórmon, ou evangélico é alguma espécie de insulto. A sua resposta é um indicador de que estou no caminho certo.

        • Leonardo da Costa

          “PS. Se você tivesse assistindo as últimas três palestras de Christopher Hitchens e seu destemor diante da morte, eu acho que o emocional tomaria outros contornos neste parágrafo. Leviano eu acho que você não foi, mas superficial, sim.”

          Belo argumento sustentado na percepção do “grande destemor” apresentado pelo Hitchens. (Você foi profundo, objetivo, analítico e Lógico na sua argumentação.)

          Obrigado por citar que és professor! Só corrobora a minha tese de que em um país onde Paulo Freire é o patrono da educação, ostentar o grau de Doutor ou Mestre não garante que você aprendeu a pensar.

          • Eduardo

            O que é que Paulo Freire tem a ver com isso? Não fiz doutorado no Brasil. Você deve ser um tipo com aquele jeitão mórmon de cuspir o que lhe embrenham na mente. O evangélico, e não me refiro à pessoa que primeiro postei alguns comentários, é um bando de melecas mentais. Esse pessoal deve ter enfiado na cabeça uns raciocínios de asnos e acham que estão com tudo.

            Vc é realmente muito pior do que os discípulos de Paulo Freire. Aqueles pelo menos assumem que são uns vagabundos do pensamento.

      • Eduardo

        [3]. “Apenas me propus a tratar do problema emocional do mal neste texto e mostrar como o ateísmo fracassa nesse sentido (como as próprias citações acima mencionadas demonstram).”

        RESPOSTA. Leia o francês (está em português também) André-Comte Sponville em seu fascinante livrinho, O ESPÍRITO DO ATEÍSMO. Ele dá um testemunho no prefácio muito equilibrado e bastante amoroso (usando sua linguagem) sobre a experiência dele que de fracasso não tem nada. Sim, claro, ele é ateu.

        Outro livro que certamente você vai gostar de ler é EM QUE CRÊEM OS QUE NÃO CRÊEM? Umberto Eco e o cardeal Carlo Maria Martini. Fascinante. O primeiro como você sabe, é ateu.

        Perdoe-me pela franqueza, mas se você está a cursar um mestrado e usa a palavra “demonstram” como o fez, confesso que daria a você um zero com enorme pesar. Não poupo e jamais poupei meus alunos de deslizes assim.

        Sucesso a você!
        Eduardo

        • Ufa! Ainda bem que não sou seu aluno, então, Eduardo. Abraço!

          • Eduardo

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