Deus e outras mentes | Alvin Plantinga

A crença na existência de Deus depende exclusivamente de argumentos e evidências? Alvin Plantinga argumenta que a crença em Deus é apropriadamente básica, mantendo-se racional independentemente de evidências. Assim, do mesmo modo que não há evidências a respeito da existência de outras mentes, mas continuamos acreditando na existência delas, a crença em Deus não deixa de ser racional mesmo que não haja evidências a respeito dele.

Legendado e traduzido por Jonathan Silveira e revisado por Carrie Myatt.

Vídeo original: God and other Minds. plantingavideos.com

Alvin PlantingaAlvin Plantinga é doutor em filosofia pela Universidade Yale. Ocupou por trinta anos a cátedra John A. O’Brien de Filosofia na University of Notre Dame, nos Estados Unidos, e foi professor da cátedra Jellema de Filosofia na Calvin College. Foi presidente da American Philosophical Association e da Society of Christian Philosophers. Aclamado como um dos mais importantes filósofos analíticos da atualidade, foi laureado em 2017 com o prêmio Templeton em reconhecimento por seu rigoroso trabalho em epistemologia, metafísica e filosofia da religião. É autor de vários livros, entre eles 'Ciência, religião e naturalismo: onde está o conflito?', 'Conhecimento de Deus' e 'Deus, a liberdade e o mal', publicados por Vida Nova.

A crença cristã é intelectualmente aceitável? É aceitável para pessoas inteligentes nos dias de hoje, no início do terceiro milênio? Alvin Plantinga aborda essas questões examinando se é racional, razoável, justificável e, em última análise, avalizado aceitar a crença cristã. Afirma que as crenças cristãs são avalizadas por serem formadas por faculdades cognitivas que funcionam apropriadamente. Desse modo, se forem verdadeiras, elas constituem o conhecimento.

Plantinga argumenta que é plausível crer que os seres humanos não têm apenas faculdades cognitivas naturais, como percepção, memória e raciocínio, as quais nos permitem conhecer os fatos sobre o objeto, mas também detemos uma faculdade cognitiva natural que nos permite formar crenças básicas sobre Deus. Para levar os crentes a produzir crenças cristãs avalizadas, o autor mostra como essa faculdade pode ser embotada e danificada pelo pecado, mas também reparada pela fé. Ele passa depois a explorar uma proposta, comum a Tomás de Aquino e a Calvino, de que a crença cristã se origina de uma fonte não natural, que Aquino chamou de “instigação interna do Espírito Santo” e Calvino classifica como “testemunho interno do Espírito Santo”.

Crença cristã avalizada, obra de um academicismo impecável e produzida por um dos principais epistemólogos da atualidade, desafiará e envolverá filósofos, bem como acadêmicos da área dos estudos religiosos.

Publicado por Vida Nova.
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1 Comentário

  1. Marcio Vinicius Santos Neves disse:

    Achei fantástico esse vídeo.

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