@jesuscristo | Jonathan Silveira

“Segue-me”. – Jesus Cristo

Ser um seguidor de Jesus não é nada fácil. Ele é invisível e impopular. Se ao menos Jesus fosse uma celebridade, tivesse uma conta no Twitter e escrevesse coisas agradáveis, seria mais fácil segui-lo. Mas não! O carpinteiro de Nazaré não tinha onde reclinar a cabeça e insiste em dizer que não veio trazer paz ao mundo, e sim espada!

Suas exigências são ousadas, provocativas, desconfortáveis, inquietam nossa alma, confrontam e contrariam nosso ego. Suas declarações são vivas e mais cortantes do que qualquer espada de dois gumes, penetrando até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, como diria o escritor da carta aos hebreus. É como se Jesus entrasse no porão de nossa alma com uma lanterna para mostrar a sujeira que até sabemos que precisa ser removida e nós nos revoltássemos, reclamando que essa sujeira é apenas a ornamentação do porão.

O problema com Jesus é que ele é “quadrado”. Não é “descolado” como as celebridades e políticos que seguimos. Não. Jesus é exigente demais. Ele pede que amemos a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos; que ofereçamos a outra face a quem nos bate; que caminhemos a segunda milha com quem nos pede que caminhemos uma; que não acumulemos tesouros na terra, mas sim no céu; que não adulteremos; que não julguemos; que perdoemos os nossos devedores; que amemos os nossos inimigos, e assim por diante.

Além de oferecer esses ensinamentos difíceis e impopulares, Jesus ainda pede que acreditemos que ele é o Filho de Deus que ressuscitou dentre os mortos! Ora, quem, em sã consciência, seguiria um homem como esse? Bem, ao que parece, há milhões de “insanos” que o seguem. “Insanos” que têm como melhor amigo um homem que nasceu numa manjedoura.

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Mas não é novidade que os seguidores de Jesus sejam “insanos”. Afinal de contas, Jesus já havia dito que os “sãos” não precisam dele. Os “sãos” são autossuficientes. Os “sãos” não amam a Deus acima de todas as coisas e nem ao próximo como a eles mesmos; não caminham a segunda milha; acumulam tesouros na terra; adulteram; julgam; não perdoam seus devedores e odeiam seus inimigos. Em resumo, os “sãos” não precisam ser salvos pelo Filho de Deus, pois eles já são deuses de si mesmos. Os “sãos” não precisam de médico, pois eles são capazes de se autoajudar. Já os “insanos” precisam de ajuda do alto. Os “sãos” não são conduzidos, conduzem a si próprios. Os “insanos” não conduzem a si próprios, são conduzidos.

Ser um seguidor de Jesus não é nada fácil mesmo. É coisa para “lunáticos”. Mas é bom lembrar que, como G. K. Chesterton disse, lunáticos não são “quadrados”. São redondos como a lua.

Jonathan Silveira é graduado em Direito pela Universidade São Francisco e mestre em Teologia pelo programa Master of Divinity da Escola de Pastores da Primeira Igreja Batista de Atibaia. É casado com Carrie, membro na Igreja Batista da Palavra, em São Paulo, trabalha na área de produção editorial e marketing em Edições Vida Nova e é fundador e editor do site Tuporém.

2 Comentários

  1. SEBASTIÃO SILVEIRA disse:

    Excelente palavra do mestre jesus, Você é mais que vencedor se puder mandar alguns estudos para mim eu agradeço.

  2. Josi Almeida disse:

    Excelente artigo

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